Um dos eventos mais esperados do verão de Salvador está de volta, com edições nos dias 23/11, 14/12 e 11/01, no Candyall Guetho Square
Criado por Carlinhos Brown em 2003, o Sarau du Brown surgiu com a proposta de ser um espaço de celebração da música, das artes e da cultura afro-brasileira, reunindo artistas consagrados e novos talentos em apresentações que misturam percussão, dança, moda e artes visuais. Com diversas edições de sucesso, o projeto cresceu e se consolidou como um dos eventos culturais mais aguardados do verão baiano. Após uma pausa de dois anos, o Sarau du Brown está de volta para uma nova edição, com datas confirmadas nos dias 23/11, 14/12 e 11/01, no Candyall Guetho Square, espaço cultural criado pelo multi-artista no bairro do Candeal, em Salvador.
As vendas abrem no dia 10 de outubro, às 12 horas, através do site Bora Tickets.
Com diferentes temas a cada edição, o projeto retorna com a missão dos reencontros com a arte, com os artistas, com a memória do povo e os encontros com a nova geração, trazendo sempre a ‘Paixão de Rua’. O conceito nasce como tradução desse espírito: a rua como palco natural do povo, espaço de liberdade, protesto, celebração e brasilidade. A proposta é levar para o Guetho a espontaneidade dos cortejos, a vibração das manifestações populares, a irreverência da arte urbana e a potência criativa do povo brasileiro.
Tendo o Carlinhos Brown como anfitrião da festa, o Sarau promete encontros inusitados que misturam ancestralidade e inovação, reforçando o papel do cacique como curador e agitador cultural.
“O Sarau du Brown nasceu do desejo de unir o povo pela arte, pela alegria e pela força que vem da nossa natureza. Sempre vi o Sarau como uma ópera contemporânea, um espetáculo que mistura linguagens, que une o popular e o erudito, o sagrado e o profano. É um espaço para o novo, para a beleza que a Bahia tem. Nessa nova edição, vamos seguir celebrando a vida e a música, com novos e antigos parceiros.”, declara Brown.
No Verão de 2024-2025, após reformas para modernização e melhoria da experiência do público no Candyall Guetho Square, Brown realizou os ensaios de pré-carnaval ‘Axé Brown 40’, em homenagem aos 40 anos do Axé. Nos encontros o artista recebeu nomes como Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Margareth Menezes, Timbalada, Olodum, BaianaSystem, Banda Mel, Sidney Magal e Márcia Casto.
SERVIÇO – SARAU DU BROWN
Datas: 23/11, 14/12 e 11/01
Horário: 16 horas
Local: Candyall Guetho Square
Endereço: Rua Paulo Afonso, 411 – Candeal, Salvador
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Há encontros que não se explicam, apenas se celebram. Desde que Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto dividiram o palco pela primeira vez, nasceu uma irmandade que ultrapassa fronteiras: a percussão baiana abraçou os violinos mineiros, e dali surgiu uma linguagem nova, feita de corpo, coração e ancestralidade.
Foi assim em Ouro Preto, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e em todos os lugares por onde a caravana passou. Apresentações que arrastaram multidões e se transformaram em grandes festas populares, daquelas que ficam gravadas na memória coletiva. Onde Brown e a Orquestra chegam, o público responde como em procissão de alegria: braços erguidos, vozes em coro, emoção à flor da pele.
No dia 18 de outubro, às 19h, é a vez da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, receber novamente esse espetáculo que já nasce com as virtudes de um clássico. A Bahia, que viu nascer Brown no Candeal, acolherá mais uma vez o filho da terra entrelaçado com a potência da Orquestra regida por Rodrigo Toffolo.
No repertório, sucessos que ecoam nos quatro cantos do país, como “Amor I Love You”, “Já Sei Namorar” e “Vilarejo”, ao lado de canções que revelam a força poética do compositor, como “Segue o Seco”, “Maria de Verdade” e “ECT”. Não faltarão também os hinos dançantes “Quixabeira” e “A Namorada”, todos revisitados em arranjos grandiosos de Paulo Malheiros, onde atabaque, timbales e berimbau conversam com as cordas sinfônicas.
Para o maestro Rodrigo Toffolo, essa união é um gesto de brasilidade em estado puro. “Brown é um dos maiores cronistas musicais do nosso tempo. Traz a baianidade, a força dos terreiros, o batuque do carnaval. A Orquestra, por sua vez, leva a música de concerto para além dos muros habituais. Juntos, mostramos que não há fronteiras para a música feita com alma e dedicação”.
Brown, com a verve que só ele tem, devolve em poesia. “A música é sempre encontro, e quando é verdadeiro, vira união. O que estamos fazendo com a Orquestra Ouro Preto é mais que um concerto: é uma celebração da vida, do povo e daquilo que nunca se apaga”.
Na Concha, onde o céu de Salvador serve de teto e a cidade inteira cabe dentro de um canto, o espetáculo promete ser, mais uma vez, inesquecível. Será um rito coletivo, uma noite de axé e sinfonia, memória e futuro. Minas, Bahia e Brasil.